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Gentileza

Queria me lembrar a todo instante,
A forma de tratar bem as pessoas,
Sair da minha voz só coisas boas,
E nunca me mostrar ignorante.
 
Mas ego e insegurança são cativos,
E fazem aflorar tão facilmente,
Um ser em mim tão rude e prepotente,
Que às vezes, sem querer, fere os amigos.
 
Então aceito o erro então repenso,
Os atos do meu dia com a certeza,
Que o humano para os erros é propenso.
 
Mas faz parte da minha natureza,
E graças ao bom Deus, ela tem senso,
De sempre agir com fé e gentileza.
 
#byLupo, 21/10/08. Revisada em 27/10/10

Soneto da Chuva

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Muitas nuvens passeando frente a tarde,
De negro o céu pintando com brandura,
Já caem primeiros pingos desta cura,
Aos poucos vem chegando sem alarde.
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E lá fora ouço o som de tantas gotas,
Que juntas, elas molham a calçada,
Eu olho pra janela e dou risada,
Será que molhariam sendo poucas?
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Percebo neste louco devaneio,
Que a água, sendo muita, é o oposto,
De tudo o que eu mais gosto e o que odeio:
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Eu devo admitir, a contragosto,
Molhando esta minh'alma, ela me veio,
Bem pouquinha, a cair deste meu rosto.
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#byLupo

Soneto I e Soneto II

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Passeando nesta tarde que acabava,
Percebi a beleza no poente,
Na montanha, deitava um sol ardente,
Lá no céu, lua nua mais brilhava.
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Cada estrela tranqüila e reluzente,
Meu caminho na noite iluminava,
Pés descalços, a onda me molhava,
E seu som me fazia ir em frente.
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Astro rei, já chegando no outro lado,
Acordava o cantar do passarinho,
E pensei, Oh meu Deus, muito obrigado!
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Escolha o seu final:
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Final 1:
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Eu não posso me achar um ser sozinho,
Pois me destes um mundo abençoado,
Me destes uma flor sem muito espinho.
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Final 2
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Pois Você, neste gesto de carinho,
Ensinou que o destino é abstrato,
Ensinou-me a amar só o caminho.
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#byLupo
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